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Vitamina C em bebés e crianças: o que precisam mesmo de saber

  • patriciacmouranutr
  • 28 de jan.
  • 3 min de leitura

A vitamina C é frequentemente associada à imunidade e às constipações, o que leva muitas famílias a questionarem se os bebés e crianças precisam de suplementação. Mas será mesmo necessário? Em que situações faz sentido? E quais os riscos de suplementar sem acompanhamento?


Neste artigo explicamos, de forma clara e baseada em evidência, tudo o que precisa de saber sobre a vitamina C na infância.



O que é a vitamina C?

A vitamina C (ácido ascórbico) é uma vitamina hidrossolúvel, essencial para o organismo e que não é produzida pelo corpo humano, ou seja, precisa de ser obtida através da alimentação.

Tem várias funções importantes, sobretudo em fases de crescimento acelerado, como a infância.


Para que serve a vitamina C nos bebés e crianças?

A vitamina C tem um papel fundamental em várias funções do organismo:

  • Contribui para o normal funcionamento do sistema imunitário

  • É essencial para a formação de colagénio (pele, ossos, cartilagens, dentes e vasos sanguíneos)

  • Ajuda na absorção do ferro, sobretudo o de origem vegetal

  • Atua como antioxidante, protegendo as células do stress oxidativo

  • Contribui para a cicatrização e para a integridade da pele


Necessidades diárias de vitamina C

As necessidades de vitamina C variam com a idade:

  • 0–6 meses: cerca de 40 mg/dia (normalmente assegurados pelo leite materno ou fórmula)

  • 7–12 meses: cerca de 50 mg/dia

  • 1–3 anos: cerca de 15 mg/dia

  • 4–8 anos: cerca de 25 mg/dia

  • 9–13 anos: cerca de 45 mg/dia


👉 Em bebés e crianças saudáveis, estas necessidades são facilmente atingidas através da alimentação.


Alimentos ricos em vitamina C

A vitamina C está amplamente distribuída nos alimentos de origem vegetal, sobretudo frutas e hortícolas.Alguns exemplos adequados para bebés e crianças:


  • Laranja: 53 mg

  • Tangerina / clementina: 48 mg

  • Kiwi: 93 mg

  • Morango: 59 mg

  • Papaia: 60 mg

  • Manga: 36 mg

  • Pimento vermelho cru: 127 mg

  • Brócolos cozidos: 64 mg

  • Couve-flor cozida: 48 mg

  • Tomate: 14 mg


🔎 Nota importante: a vitamina C é sensível ao calor. Cozeduras prolongadas reduzem significativamente o seu teor.


É necessária suplementação de vitamina C?

Na maioria dos bebés e crianças não é necessária suplementação, desde que:

  • O crescimento seja adequado

  • A alimentação seja variada e equilibrada

  • Não existam doenças crónicas ou situações clínicas específicas


O leite materno e as fórmulas infantis já fornecem vitamina C suficiente no primeiro ano de vida. Após a diversificação alimentar, a ingestão através dos alimentos é, regra geral, mais do que suficiente.


Quando pode fazer sentido suplementar?

A suplementação de vitamina C pode ser considerada apenas em situações específicas, como:

  • Restrição alimentar importante

  • Seletividade alimentar grave

  • Doenças que aumentem as necessidades ou reduzam a absorção

  • Situações de carência comprovada


⚠️ Mesmo nestes casos, a suplementação deve ser avaliada e orientada por um profissional de saúde, ajustando dose e duração.


Os “benefícios” da vitamina C nas constipações: mito ou realidade?


É comum recorrer à vitamina C para prevenir ou tratar constipações, mas é importante esclarecer:

  • A suplementação não previne constipações em crianças saudáveis

  • Pode, em alguns casos, reduzir ligeiramente a duração dos sintomas

  • Não substitui uma alimentação adequada nem outros cuidados básicos


Riscos da suplementação sem acompanhamento


Apesar de ser uma vitamina hidrossolúvel, a suplementação excessiva e prolongada não é inócua. Possíveis consequências incluem:


  • Desconforto gastrointestinal (diarreia, dor abdominal, náuseas)

  • Aumento do risco de cálculos renais em doses elevadas

  • Interferência com a absorção de outros nutrientes

  • Criação da falsa ideia de que o suplemento substitui a alimentação


Além disso, a suplementação desnecessária pode mascarar problemas alimentares ou clínicos que deveriam ser avaliados.


Em resumo:

  • A vitamina C é essencial, mas a alimentação é suficiente na grande maioria dos casos

  • Fruta e hortícolas devem ser a principal fonte

  • A suplementação não deve ser feita por rotina

  • Sempre que existam dúvidas, o acompanhamento individualizado é fundamental

Porque, na infância, mais importante do que suplementar é construir bases alimentares sólidas e seguras.


Se tem dúvidas sobre a alimentação do seu bebé ou criança, de forma a garantir que está a receber todos os nutrientes, pode agendar uma consulta com as nutricionistas da Bebé Foodie.


Obrigada por estar connosco!

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